SUS precisa de plano contra crises para manter atendimento oncológico
Especialistas em saúde pública alertam que o Sistema Único de Saúde precisa adotar um planejamento estratégico para assegurar a continuidade do tratamento oncológico durante emergências climáticas e sanitárias. Um artigo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas destaca que eventos extremos, como enchentes, secas e pandemias, provocam rupturas graves no rastreamento e no atendimento de pacientes com câncer no país.
O estudo foi elaborado por especialistas vinculados a instituições de destaque, incluindo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, o Instituto Nacional de Câncer, a Fundação Oswaldo Cruz e a Organização Pan-Americana da Saúde. Os pesquisadores compilaram propostas debatidas em uma oficina realizada em dezembro de 2025 no Rio de Janeiro, com o objetivo de integrar o combate ao câncer nas políticas oficiais de gestão de desastres.
Entre as principais propostas do grupo está a criação de um comitê permanente no âmbito do SUS, além de um fundo de emergência destinado a proteger pacientes contra interrupções nos exames e terapias. Durante a pandemia de Covid-19 e nas enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024, quedas drásticas nos procedimentos demonstraram que o sistema público carece de diretrizes nacionais padronizadas para enfrentar momentos de crise.
Com informações de redir.folha.com.br.