Suspeito de incêndio em prefeitura histórica é preso na França
Um indivíduo de 34 anos associado a um grupo de extrema esquerda foi detido na França após o incêndio que destruiu parcialmente a prefeitura de Limoges, um prédio histórico do século 19. A torre do relógio e partes do telhado desabaram durante os distúrbios do fim de semana. De acordo com a imprensa francesa, o suspeito já era fichado por violência contra autoridades e constava em uma lista nacional de monitoramento de segurança.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu prometeu uma presença policial maciça para as manifestações planejadas para sábado, enquanto diversas cidades, incluindo Paris, Marselha, Lyon, Nice, Lille e Bordeaux, decretaram toques de recolher noturnos. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, informou que 149 pessoas continuavam detidas na terça-feira. Os atos começaram no mês passado com reivindicações estudantis por melhorias nas escolas, mas ganharam força com pautas sobre o custo de vida e o preço dos combustíveis, reunindo centenas de milhares de pessoas.
As autoridades registraram mais de 2.500 prisões desde o início dos tumultos, além de cerca de 1.000 policiais feridos. Mais de 2.000 estabelecimentos comerciais foram afetados por saques e danos durante a onda de violência que atingiu vários municípios franceses. Enquanto o governo endurece o tom contra os manifestantes e acusa grupos radicais de insurreição, novas manifestações e greves já estão programadas para os próximos dias.