TSE avalia bloquear canais de WhatsApp na véspera da eleição
O Tribunal Superior Eleitoral estuda uma medida inédita para o período final da disputa presidencial. A corte analisa uma minuta de resolução que prevê a desativação temporária de grandes canais de transmissão de conteúdo político no aplicativo de mensagens.
De acordo com o texto em debate, perfis que possuam mais de 200 mil inscritos seriam tirados do ar no intervalo que vai de 48 horas antes da abertura das urnas até 24 horas após o fim da votação no segundo turno. Caso seja aprovada pelo plenário, a regra passará a valer de forma imediata para todas as campanhas, sem distinção partidária.
A motivação principal dos magistrados é o combate à desinformação de última hora, já que conteúdos falsos disseminados em massa pouco antes da votação não dão tempo hábil para contestações ou reparações pela Justiça Eleitoral. A proposta foi redigida pelo vice-presidente do tribunal, ministro André Mendonça, mas reflete discussões conjuntas entre os membros da corte.
Se a norma entrar em vigor, os maiores impactos recairão sobre páginas de grande alcance digital, como o canal Exército do Lula, que ultrapassa sete milhões de inscritos, e o canal Tropa do Flávio, ligado a Flávio Bolsonaro e com cerca de dois milhões de seguidores. O debate sobre o tema ganhou força após impasses jurídicos recentes envolvendo decisões conflitantes sobre o bloqueio e o restabelecimento de páginas de campanha na plataforma.