TSE cobra explicações da Meta sobre igualdade em campanhas
O Tribunal Superior Eleitoral determinou nesta segunda-feira que a empresa Meta repasse esclarecimentos sobre a equidade na exibição de postagens e propagandas eleitorais em suas redes sociais. A decisão foi assinada pelo ministro Marco Aurélio Buzzi e estabelece o prazo de um dia para o cumprimento da exigência, após o descumprimento de um aviso anterior de 72 horas.
A cobrança ocorreu após questionamentos judiciais protocolados por coligações políticas que apontaram suposto desfavorecimento de conteúdos e disparidades no impulsionamento de publicidade paga. Diante da falta de respostas no prazo original, a penalidade diária aplicada à dona do Facebook, Instagram e WhatsApp foi ampliada para R$ 1 milhão.
Entre os tópicos exigidos pela Justiça Eleitoral estão o funcionamento dos algoritmos de recomendação, dados de alcance das propagandas dos presidenciáveis no segundo turno, análises sobre contas falsas e o controle de mídias geradas ou modificadas por inteligência artificial.
Em resposta às acusações anteriores, a companhia declarou que suspendeu temporariamente a indicação de candidatos conforme as ordens judiciais vigentes. A organização destacou ainda que implementou restrições adicionais para impedir que buscas baseadas apenas em nomes e números nas urnas gerem conteúdos visuais nas ferramentas.