União Europeia investiga Booking.com por fraudes e golpes
A União Europeia abriu nesta quarta-feira uma investigação oficial contra a plataforma de viagens online Booking.com. O processo quer apurar se a empresa adotou medidas suficientes para combater anúncios falsos e golpes de phishing em seu sistema.
As autoridades europeias suspeitam que a companhia minimizou os problemas relacionados a fraudes e hospedagens sem licença. Além disso, há preocupações de que a proteção de dados dos usuários contra cibercriminosos tenha sido negligenciada pela empresa.
Outro ponto sob análise é a possível infração de regras de transparência, já que a plataforma não identificaria de forma clara quais acomodações aparecem em destaque nos resultados por terem pago por isso. A comissária de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, destacou que os cidadãos precisam conseguir reservar viagens sem receio de sofrer fraudes.
Esta é a primeira vez que a companhia passa por um processo com base na Lei de Serviços Digitais, legislação rígida do bloco para regular plataformas virtuais. Caso as irregularidades sejam comprovadas, a empresa corre o risco de receber multas que podem atingir até 6% do seu faturamento anual global.
Em nota oficial, a Booking.com declarou estar colaborando integralmente com as autoridades e afirmou que a segurança e a proteção de dados são prioridades fundamentais. A empresa reiterou seu compromisso em trabalhar junto a governos e órgãos de segurança para combater crimes cibernéticos no setor.