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BRASIL

Uso de rotativo e cheque especial cresce entre ricos e cai para os mais pobres

Ygara news
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Uso de rotativo e cheque especial cresce entre ricos e cai para os mais pobres

O recurso ao crédito rotativo e ao cheque especial disparou entre os cidadãos de maior renda nos últimos três anos, ao mesmo tempo em que encolheu para as faixas de menor salário, conforme apontam registros do Banco Central. O saldo devido por quem recebe mais de dez salários mínimos nessas categorias registrou alta real de 93% entre julho de 2023 e o mesmo mês do ano corrente, atingindo a marca de R$ 30,3 bilhões.

Especialistas avaliam que essa mudança ocorreu devido à piora nas finanças da classe média e dos mais ricos, somada a uma estratégia dos bancos de direcionar o crédito para perfis de alta renda para se protegerem da inadimplência na base. Com juros mensais expressivos de 15,18% no rotativo e 7,43% no cheque especial, essas linhas emergenciais continuam entre as mais onerosas do mercado financeiro brasileiro.

Entre os trabalhadores que ganham mais de 20 salários mínimos, a participação no estoque dessas dívidas quase dobrou, passando de 5,3% em 2023 para 10,5%. Em contrapartida, para aqueles que recebem até cinco salários, o saldo dessas modalidades caiu 10,6% no mesmo intervalo, fazendo com que o peso desse grupo no total recuasse de 69,4% para 57,4%.

Economistas também apontam fatores comportamentais e sociais para o aumento do endividamento nas classes mais altas, impulsionado pelo desejo de manter um padrão de vida influenciado pela exibição de consumo nas redes sociais. A situação afeta desde produtores rurais em dificuldade até profissionais liberais que enfrentam imprevistos financeiros e recorrem ao crédito de alto custo para equilibrar as contas.

Com informações de www1.folha.uol.com.br.

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