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BRASIL

Casos de Febre do Nilo exigem precisão no diagnóstico

Ygara news
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Casos de Febre do Nilo exigem precisão no diagnóstico

O acompanhamento de ocorrências da Febre do Nilo Ocidental no território brasileiro em 2026 destaca a necessidade de exames laboratoriais precisos e de orientação adequada para a sociedade. Atualmente, o país contabiliza quatro confirmações da enfermidade, divididas entre São Paulo e Santa Catarina, além de uma suspeita sob análise no Piauí que resultou em um falecimento. A enfermidade pertence à mesma família da zika, da dengue e da febre amarela, mas tem como principal vetor o pernilongo comum, pertencente ao gênero Culex, com hábitos mais intensos entre o anoitecer e o amanhecer.

Especialistas ressaltam que o momento atual não aponta para um risco iminente de surto generalizado, servindo sobretudo para aprimorar os métodos de detecção. A infecção costuma transcorrer sem sintomas na maioria dos casos, mas, quando se manifesta entre dois e 14 dias após a picada, gera sinais leves que se assemelham a outras viroses, como febre e dores musculares. A assistência médica deve ser acionada imediatamente caso apareçam sintomas neurológicos, a exemplo de confusão mental, fraqueza repentina ou dificuldade na fala e na marcha.

Como diversas arboviroses circulam simultaneamente no país, a precisão laboratorial é decisiva para evitar confusões com testes rápidos convencionais. Laboratórios de referência utilizam exames de biologia molecular, como o PCR para Flavivírus em sangue ou líquor, tecnologia capaz de eliminar margens de erro e confirmar a presença específica do vírus.

Como não há um tratamento antiviral específico, a principal estratégia continua sendo a prevenção diária contra as picadas dos insetos. As recomendações envolvem o uso constante de repelentes com DEET, Icaridina ou IR3535, a preferência por vestimentas compridas nos horários de maior atividade dos mosquitos e a instalação de telas e mosquiteiros nos locais de descanso.

Com informações de oamazones.com.br.

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