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MUNDO

Governo da Inglaterra lança campanha para atrair 10 mil novos lares adotivos

Ygara news
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O governo da Inglaterra iniciou nesta quarta-feira uma campanha nacional inédita voltada para a recriação de vagas no sistema de acolhimento infantil. A meta oficial é abrir 10 mil novos postos de adoção temporária até o encerramento do atual parlamento, mirando principalmente cidadãos que se encontram na faixa dos 30 e 40 anos. A mobilização ocorre em um momento crítico, marcado pela queda de 10% no número de lares cadastrados desde 2021 e pelo envelhecimento dos responsáveis atuais, sendo que mais de um terço já ultrapassou os 60 anos de idade.

Para tentar reverter esse cenário, a estratégia governamental incluirá testes com formatos alternativos e mais flexíveis de apoio, a exemplo de modalidades de curta duração e acolhimentos realizados apenas aos finais de semana. A intenção das autoridades é atrair uma parcela maior da população que hoje hesita em participar devido a dificuldades de conciliação com a rotina diária ou com a criação de seus próprios filhos.

O ministro da Infância, Josh MacAlister, comparou a mobilização necessária à adesão popular observada durante o programa voltado para refugiados da Ucrânia. Segundo ele, o objetivo é fazer com que as famílias reflitam sobre a possibilidade de ajudar, sem a necessidade de esperar pelo momento ideal. A administração pública reforça que a expansão rápida do sistema é vital para evitar que menores acabem em abrigos institucionais ou sejam realocados para regiões distantes de suas origens.

Dados divulgados pelo Instituto Coram para Crianças indicam que existe um potencial expressivo na sociedade, com cerca de 500 mil adultos demonstrando real interesse em acolher e outros 3,4 milhões curiosos sobre a atividade. No entanto, especialistas alertam que o esforço não deve se restringir apenas à captação de novos voluntários. Também é fundamental combater a evasão no setor, garantindo suporte prático adequado e corrigindo questões financeiras apontadas por redes de apoio, que relatam subsídios insuficientes para cobrir os custos reais de manutenção.

Com informações de theguardian.com.

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