Jornalista japonês é preso na Rússia sob acusação de espionagem
As autoridades russas prenderam o jornalista japonês Yuki Imai, funcionário do jornal Hokkaido Shimbun, na região oriental de Sakhalin. O profissional foi detido sob a acusação de coletar dados sobre as capacidades de defesa de Moscou a mando do serviço nacional de inteligência do Japão, um dia antes de sua partida programada do território russo. Posteriormente, ele foi levado de avião para Moscou, onde um tribunal determinou sua prisão preventiva até o dia 12 de dezembro.
O governo japonês declarou que ainda busca informações sobre o caso e não conseguiu estabelecer contato com Imai até o momento. A detenção ocorre em um cenário de relações estremecidas entre os dois países, agravadas recentemente após a visita do líder russo Vladimir Putin às Ilhas Curilas em agosto, arquipélago administrado por Moscou mas também reivindicado por Tóquio como os Territórios do Norte.
O Serviço Federal de Segurança da Rússia divulgou imagens mostrando a operação que resultou na captura do repórter, cuja cobertura jornalística costumava abranger as relações russas com a Coreia do Norte e o cotidiano em Sakhalin. Na Rússia, o crime de espionagem pode resultar em penas de até 20 anos de reclusão.
A chancelaria russa criticou o suposto uso de credenciais jornalísticas estrangeiras para atividades que prejudicam a segurança nacional, enquanto o Japão mantém uma postura cautelosa. O diferendo territorial pelas Ilhas Curilas persiste desde o fim da Segunda Guerra Mundial, impedindo a assinatura de um tratado de paz entre as duas nações, atritos que aumentaram com sanções japonesas à Rússia devido ao conflito na Ucrânia e divergências recentes envolvendo a presidência do Tribunal Penal Internacional.
Com informações de bbc.co.uk.