Queimadas no Amazonas geram crise de saúde e revolta autoridades
O estado do Amazonas enfrenta uma grave onda de incêndios florestais que registrou mais de 1,9 mil focos apenas no mês de outubro. A fumaça densa tomou conta de diversas cidades, provocando a suspensão de aulas e sobrecarregando hospitais e unidades básicas de saúde devido ao aumento de problemas respiratórios e crises de ansiedade entre os moradores.
Órgãos ambientais e forças de segurança apontam que a totalidade das chamas tem origem criminosa, motivada por ações humanas irregulares para desmatamento e degradação da mata. Municípios como Careiro da Várzea, Itacoatiara, Parintins, Manaus e Autazes sofrem os impactos mais severos, exigindo uma operação complexa de brigadistas e apoio aéreo com aviões e drones térmicos.
A situação afeta diretamente territórios ancestrais e comunidades tradicionais, que veem suas áreas de plantio e caça reduzidas a cinzas. Enquanto o governo investiga os responsáveis pela destruição, a rede pública de saúde opera no limite para atender desde bebês até idosos acometidos pela poluição do ar.